24 de fevereiro de 2009



PLENITUDE


Fiz de meu corpo o teu leito amanhecido
Saciado dos desejos das tantas promessas
Em vigília afaguei o cansaço dos sentidos
E em mim a vida amanheceu sem pressa.



Em nós, sós, a lembrança das carícias plenas
Como se sempre houvessemos habitado,
A intensidade da entrega em cada cena
Nos delírios do prazer, assumido e celebrado.


Momentos de nós dois se repetiram extasiados,
Na urgência febril de preenchermos um vazio
Que nos doia ao sabermos separados.


E foi tão lindo e de tanta intensidade
Que ao relembrar eu sublimo essa saudade
De nosso amor amado na primeira vez!

Ana Luiza (coisas de Ana)

A PAZ

TEM QUE FAZER BARULHO

NAS VOZES DO MUNDO

PARA ACORDAR A VIDA!

(coisas de Ana)




Nasci assim meio avessa a roupas
Intima de meu corpo como veste
De todos os trajes do meu sentir...
Impulsiva, sentimental e patéticamente
Livre, num sem fim de mim, das coisas,
Do mundo...do que posso tatuar
Em vários planos, construindo
Estradas que sempre me levam
A algum lugar onde encontro Deus,
E sempre renasço.
Mas assalta-me o desejo,
De vestir a nudez da poesia
Que me habita em tons de azul
E deixá-la ir...
Deixá-la me levar com leves vestes
Aos lugares em que nunca entrei
Porque estava nua!

Ana Luiza(coisas de Ana)

Formatação: presente da poeta Ana Barreto

19 de fevereiro de 2009


Ilusão


Apenas um vulto na existência, nossa vida
Tênue e frágil vestimenta dos sentidos,
E quanto mais se projeta, mais se finda
Ironizando destinos, em utopia, consentidos.

A Fonte nos derrama em luz, fazemos sombra
Num mar de claridade de energia plena,
Pois que humanos, em degraus nos revelamos
Na ilusão do temporal, aprisionando cenas.

Nos agarramos como loucos no tangível
Das formas, limitando a expansão, talvez
De nossa alma que faz sombra ao perecível.

E quando nada mais somos na terra,
Nem vulto, nem distorções, nem fragmento
O que somos? Apenas luz em movimento.