19 de fevereiro de 2009


Ilusão


Apenas um vulto na existência, nossa vida
Tênue e frágil vestimenta dos sentidos,
E quanto mais se projeta, mais se finda
Ironizando destinos, em utopia, consentidos.

A Fonte nos derrama em luz, fazemos sombra
Num mar de claridade de energia plena,
Pois que humanos, em degraus nos revelamos
Na ilusão do temporal, aprisionando cenas.

Nos agarramos como loucos no tangível
Das formas, limitando a expansão, talvez
De nossa alma que faz sombra ao perecível.

E quando nada mais somos na terra,
Nem vulto, nem distorções, nem fragmento
O que somos? Apenas luz em movimento.

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