24 de fevereiro de 2009




Nasci assim meio avessa a roupas
Intima de meu corpo como veste
De todos os trajes do meu sentir...
Impulsiva, sentimental e patéticamente
Livre, num sem fim de mim, das coisas,
Do mundo...do que posso tatuar
Em vários planos, construindo
Estradas que sempre me levam
A algum lugar onde encontro Deus,
E sempre renasço.
Mas assalta-me o desejo,
De vestir a nudez da poesia
Que me habita em tons de azul
E deixá-la ir...
Deixá-la me levar com leves vestes
Aos lugares em que nunca entrei
Porque estava nua!

Ana Luiza(coisas de Ana)

Formatação: presente da poeta Ana Barreto

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